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Empreendedorismo

“Os empreendedores ainda são inexperientes”, afirma diretor de operações do Start-UP Brasil

05/03/2013

Na semana passada foram anunciadas as nove aceleradoras que farão parte do programa Start-UP Brasil, iniciativa do governo para fomentar o desenvolvimento do setor. Juntas, elas investirão até R$ 36 milhões em até 100 empresas. Cada uma vai receber até R$ 200 mil em troca de uma fatia do seu negócio, que não deverá passar de 12%. “O Start-UP Brasil é um notável esforço na direção de estimular esse ecossistema”, afirma Felipe Matos, diretor operacional do programa e fundador do Startup Farm. As inscrições para as startups começam em 21 de março.

Matos falou ao site de Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre os critérios de seleção das aceleradoras, a situação atual desse ecossistema e do que o país precisa para se tornar um polo como o Vale do Silício.

Como você vê a situação das startups brasileiras atualmente?
O número de startups no Brasil cresceu bastante nos últimos dois anos. A ascensão da geração Y, mais conectada e empreendedora, o bom momento da economia brasileira e o aumento de investidores nacionais e estrangeiros interessados no Brasil têm contribuído para esse cenário. Nosso ecossistema empreendedor ainda está em formação. Não temos tradição nesse setor e os empreendedores ainda são inexperientes. Em polos mais maduros, como, por exemplo, o Vale do Silício, vemos várias gerações de empresas e empreendedores que se tornaram bem-sucedidos e se transformaram nos investidores e mentores das próximas gerações. Esse ciclo virtuoso gera um ambiente propício para a inovação e o surgimento de novos negócios.

O que falta para termos o mesmo nível que outros polos?
No Brasil, ainda temos de avançar na legislação tributária e no processo de abertura e fechamento de empresas, que cria barreiras adicionais aos novos empreendedores. Também temos gaps no financiamento desses empreendimentos. Ainda são poucos os investidores anjo aqui, que cumprem um papel fundamental no início desses negócios, quando há maior risco. Na outra ponta, ainda não temos tradição para a abertura de empresas de tecnologia em bolsa de valores, alternativa que limita a liquidez dos investidores no momento da saída futura.

Qual é a importância desse programa para o universo das startups brasileiras?
O Start-UP Brasil tem vários pontos que o diferenciam e são importantes para startups. Para começar, é a primeira vez que o governo reconhece e incentiva esse tipo de empresa diretamente. A forma como o incentivo será dado também chama a atenção. Em vez de executar o programa, o governo fez uma parceria com o setor privado, que é mais ágil, mais conectado com o mercado e mais próximo das necessidades das startups. As startups serão acompanhadas por aceleradoras e além de receber até R$ 200 mil em recursos do Governo Federal, participarão de programas intensivos de aceleração, com capacitação, mentoria e diversos serviços complementares para o sucesso do negócio.

Quais foram os critérios para a seleção das nove escolhidas?
Foram quatro critérios: equipe e estrutura, rede de relacionamentos, alinhamento com o programa e posicionamento no ecossistema de startups. Os maiores pesos foram para os dois primeiros. A nossa maior preocupação foi buscar aceleradoras bem equipadas, com bons profissionais e bom acesso ao mercado.

Há espaço para mais aceleradoras no Brasil?
Sem dúvida. Temos um enorme potencial a ser explorado e se considerarmos que cada aceleradora acelera em média dez startups, vemos que há ainda muito espaço.

E quais seriam os passos ideais para começar uma startup?
A primeira coisa é encontrar um problema a ser resolvido, uma necessidade clara de mercado e que seja relevante economicamente. Vale dizer que é importante alinhar esse problema com as capacidades, os talentos e as paixões individuais do empreendedor. Os obstáculos são muitos e se o empreendedor não for capaz e apaixonado pelo que faz, dificilmente seguirá adiante. Em seguida, é preciso pesquisar o mercado e validar a solução proposta junto a potenciais clientes e parceiros. É comum empreendedores pularem essa etapa e partirem para o desenvolvimento da solução sem a fase de validação. Muitas vezes, perde-se tempo e dinheiro desenvolvendo uma solução na direção errada. Finalmente, é importante reunir um time com competências complementares, capaz de executar o projeto e buscar os recursos necessários para isso. Dinheiro demais no momento errado também não ajuda, pois poderá ser mal gasto. É importante ter os principais pontos do modelo de negócios bem definidos e validados antes de buscar o dinheiro de um investidor para ganhar escala.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

“Os empreendedores ainda são inexperientes”, afirma diretor de operações do Start-UP Brasil
Felipe Matos dá palestra sobre investimentos de risco, na Campus Party 2013



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