A venda de jatos executivos e helicópteros no Brasil movimentou cerca de US$ 700 milhões em 2010. A estimativa é da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Para 2011, o resultado deverá permanecer no mesmo patamar, refletindo o clima de incerteza com a alta do preço do barril de petróleo e as crises europeia e americana.
'Nessa conta entra muito avião usado, que entra no país com um valor baixo', diz o diretor financeiro da Abag, José Eduardo Brandão. O cenário de aumento dos gastos com combustível fez com que a Abag fizesse ontem uma estimativa conservadora do volume de negócios na oitava edição da feira do setor, a Labace, que acontece entre os dias 11 e 13 de agosto. A projeção é de US$ 550 milhões, ante US$ 500 milhões da Labace 2010.
'O crescimento da aviação executiva no Brasil está sendo sustentada pela descentralização do crescimento econômico', diz o presidente da Abag, Francisco Lyra.
O grupo Synergy, conhecido por ser o controlador da Avianca, anunciará na Labace a criação da Synerjet. Será a empresa que vai unir os ativos de aviação executiva do grupo com quatro bases na América Latina: Brasil, México, Argentina e Colômbia.
No Brasil, a Synerjet vai substituir a marca OceanAir Táxi Aéreo, conta Brandão, que também é o diretor de marketing e vendas da agora Synerjet, no Brasil. De acordo com ele, serão investidos até US$ 20 milhões no curto e médio prazo para a unificação da logística de todos os ativos de aviação executiva, como a área de manutenção.
Fonte : Valor Econômico
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