A crise que atinge a economia da Europa e dos Estados Unidos preocupa a Embraer, de São José dos Campos, mas a companhia não identifica sinais de que o cenário possa afetar a carteira de pedidos de jatos para a aviação comercial.
O vice-presidente de aviação comercial da empresa, Paulo Cesar de Souza e Silva, disse ontem que a demanda da aviação continua boa.
“Ela pode cair um pouco, mas já vimos isso em crises passadas. Existe uma certa acomodação, é preciso ter uma certa flexibilidade com os clientes e adequar as entregas, mas as demandas são boas porque as empresas precisam investir e sabem que a crise é passageira”, afirmou o executivo.
Silva relatou que as vendas no segmento da aviação comercial estão se concretizando e a perspectiva é de encerrar o ano com vendas maiores do que as efetivadas no ano passado.
“Ainda temos mais três meses para acabar o ano e as perspectivas são boas para o segmento”, disse.
Entregas. O executivo ressaltou ainda que as entregas previstas para este ano vão ser efetivadas. “Temos previsão de entregar este ano por volta de pouco mais de 100 jatos comerciais e não vemos para o ano que vem um número menor”, afirmou o vice-presidente da Embraer.
Silva também frisou que não até o momento não houve desistência de clientes por causa do cenário da crise.
“Não tivemos nenhuma desistência na carteira e os planos estão mantidos para 2012”, afirmou Silva.
A carteira de pedidos firmes da Embraer soma US$ 15,8 bilhões, o equivalente a três anos de produção.
A empresou entregou ontem o primeiro jato 190 à companhia Alitália, de um pacote de 20 unidades de E-Jets comprado pela empresa italiana, para renovar a sua frota.
China recebe 975 jatos de 2011 até 2030
São José dos Campos
A Embraer anunciou ontem suas estimativas para o mercado de aviação regional chinês para o período de 2011 a 2030, prevendo a entrega de 975 novos jatos regionais para os próximos 20 anos.
De acordo com o relatório divulgado pela empresa, no período a demanda será de 15 aeronaves com 30 a 60 assentos, 440 com 61 a 90 assentos e 520 com 91 a 120 assentos, o que representa cerca de 13% da demanda global.
“É um mercado fantástico e somos líderes no segmento em que atuamos. Temos acima de 70% no segmento”, disse o vice-presidente da empresa para a aviação comercial, Paulo Cesar Souza e Silva.
Segundo ele, a China tem uma demanda grande de jatos regionais, mas enfrenta gargalos, como falta de pilotos, o que demandará investimentos nos próximos anos.
Fonte: O Vale
| Voltar | Índice de Empreendedorismo |