Mesmo com a maior inserção das mulheres no mercado de trabalho nos últimos anos, há muito espaço para ser preenchido. Em seu relatório sobre igualdade de gênero e desenvolvimento, o Banco Mundial revelou que o crescimento da produtividade poderia variar entre 3% e 25%. Para a América Latina, especificamente, a expansão teria condições de chegar a 16%. Na visão de Anderson Cavalcante, administrador de empresas e especialista em desenvolvimento das competências humanas, habilidades naturais das mulheres são parte da resposta para os números. “Sensibilidade, capacidade de lidar com diferentes questões ao mesmo tempo e preocupação com a qualidade fazem da mulher uma profissional indispensável para o sucesso de uma empresa”, comenta.
Divisão de espaço não é harmônica
A proporção de homens e mulheres ainda varia muito de acordo com o segmento de mercado que se analisa, como indica dados do BIRD e da Organização Internacional do Trabalho. Para te se ter uma ideia, enquanto nos serviços de comunicações a relação é de 16% de homens para 31% de mulheres, na construção a situação é de 11% para 1%, respectivamente. “Sabemos que elas são tão capazes quanto eles, mas existe, sim, preconceito por parte dos empregadores, mesmo sem motivos para isso. Já temos experiências em canteiros de obra, por exemplo, que demonstram que a presença das mulheres pode diminuir o desperdício de matéria-prima e aumentar a qualidade dos acabamentos”, ressalta Cavalcante.
Avanços importantes
Um fato interessante indicado pelo relatório do Banco Mundial é que o mercado de trabalho recebeu mais de 500 milhões de mulheres ao longo dos últimos 30 anos. “Essa é uma vitória não só delas, mas de todos. Há motivos claros para que elas façam parte das atividades econômicas, especialmente em um mundo globalizado. A diversidade é um dos grandes impulsionadores da inovação e precisamos democratizar ainda mais o acesso às oportunidades de emprego”, finaliza o especialista
Fonte: Incorporativa
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