Para a Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe), a expressão “a união faz a força” é mais do que um velho ditado, significa um fator imprescindível para se promover mudanças necessárias ao desenvolvimento dos pequenos empreendimentos do País. Na última terça-feira, dia 19, a entidade reuniu em Curitiba, representantes de 20 estados brasileiros, durante o VII Encontro Nacional de Lideranças da Micro e Pequena Empresa.
O Encontro Nacional de Lideranças foi organizado para discutir assuntos, como o planejamento das ações para a sustentabilidade financeira das entidades de representação exclusiva das micro e pequenas empresas; trocar experiências sobre modelos de crédito orientado e associativismo e debater propostas de alteração do sistema tributário incidente sobre os pequenos empreendimentos, além de abordar a manutenção do Fórum Permanente das Micro e Pequenas Empresas.
Convidado para participar das discussões, o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, defendeu a realocação da carga tributária de forma que passe da base do consumo para a renda. O secretário criticou as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e a guerra fiscal entre os estados e elogiou o trabalho desenvolvido pela Conampe. “Tributação correta aumenta o poder aquisitivo dos trabalhadores, o mercado consumidor interno e a geração de melhores empregos e salários. O movimento em prol das pequenas empresas deve ser mantido em fogo alto. É muito importante para o setor ter uma entidade que os represente nos gabinetes”, destacou Hauly.
Ercílio Santinoni, presidente da Conampe e secretário interino da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, considera que o Encontro Nacional de Lideranças é uma forma de se alinhar as estratégias para fortalecimento da representatividade das micro e pequenas empresas. “Se somos 98% das empresas com CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) deste País e respondemos por 20% do PIB (Produto Interno Bruto) e por metade dos empregos com carteira assinada, devemos mostrar nossa força. Estamos fazendo tudo o que é necessário para mobilizar os públicos de interesse e vamos trabalhar ainda mais para atingir nossos objetivos”, ressaltou.
Associativismo
Com a proposta de instigar os participantes do Encontro Nacional de Lideranças, na capital paranaense, o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini, conduziu, durante o evento, palestra na qual mostrou o poder da cultura da cooperação, das alianças estratégicas e do associativismo. Para se ter uma ideia de como a cooperação auxilia o desenvolvimento dos pequenos empreendimentos, o diretor mostrou um dado sobre a mortalidade das empresas no Brasil. Segundo Agostini, de cada 100 empreendimentos abertos no País, 22 encerram as atividades após dois anos. Porém, entre os empreendedores que buscam serviços de apoio empresarial, a taxa de mortalidade empresarial é quase zero.
“O problema não é ser pequeno, mas trabalhar sozinho. A união facilita a absorção e a transferência de conhecimentos. É o elemento alfa da equação da competitividade e um fator catalisador das transformações político-sociais, da melhoria do ambiente de negócios e do aumento da competitividade das micro e pequenas empresas”, defendeu Agostini.
Para exemplificar os resultados alcançados quando os empresários unem forças solucionar entraves, Agostini relembrou da mobilização ocorrida para aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. “Nesse caso, a associação foi estratégica. Um conjunto de entidades empresariais em todo o Brasil, governos, parlamentares e sociedade se uniram e dialogaram com o Congresso (Nacional) para promulgar a legislação que beneficia as micro e pequenas empresas”, assinalou.
Reforçando o poder do associativismo, o diretor do Sebrae/PR apresentou casos de sucesso como as Centrais de Negócio, Cooperativa Coodetec; os 21 Arranjos Produtivos Locais (APLs) existentes no Paraná, Sociedades de Garantia de Crédito, Projeto Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná, Revitalização do Entorno do Paço da Liberdade, entre outros.
“A cultura de cooperação é fator essencial para fortalecimento das micro e pequenas empresas e para a promoção de uma sociedade mais justa, desenvolvida, empreendedora e sustentável. As alianças possibilitam gerar as sinergias produtivas”, destacou Agostini.
Apoio
O VII Encontro Nacional de Lideranças da Micro e Pequena Empresa contou com o apoio do Sebrae/PR, Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná (Fampepar); Federação das Micro e Pequenas Indústrias do Estado do Paraná (Fempipar); Banco do Brasil; Sistema Fecomércio/PR, Sistema Fiep/PR e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
Fonte: Incorporativa
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