Enquanto em outras regiões emergentes a Airbus testemunha um crescimento rápido nas vendas de jatos executivos, no Brasil os negócios são praticamente inexistentes - apenas uma unidade desse segmento foi entregue até hoje no país. Para tentar atrair interessados em suas aeronaves, a fabricante europeia tentará impressionar potenciais compradores de jatos com a apresentação, nesta semana, de um de seus maiores jatos corporativos, o Airbus ACJ 318, na feira de aviação executiva Labace.
Com 75 metros quadrados, a aeronave tem espaço para 19 lugares e capacidade de voo sem escalas em rotas como Pequim-Moscou e Paris-Nova York. Para comprar um, o interessado precisa desembolsar ao menos US$ 65 milhões. Segundo François Chazelle, vice-presidente de aviação executiva e particular da Airbus, os clientes de jatos corporativos da companhia podem ser divididos em três: governo, empresas e 'bilionários'. 'Nossos jatos têm internet, sala de reuniões, enfim: toda a infraestrutura que grandes escritórios têm. Queremos mostrar aos potenciais clientes brasileiros que, com nossos jatos, voar não é um transtorno, mas sim só uma parte do dia', defende o executivo da companhia.
Perguntado sobre a eventual abertura de um escritório no país, François não descarta a ideia. 'Temos hoje um escritório em Miami que atende o mercado latino-americano. Não tenho outro para anunciar neste momento, mas é algo que pode acontecer se a empresa entender que é necessário', explica.
Fonte : Valor Econômico
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